quarta-feira, 27 de agosto de 2008

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixá-las ir embora. Por isso é tão importante, por mais difícil que seja, esquecer algumas recordações e deixar que outras tomem o seu lugar. Deixe ir embora, desprenda-se, ninguém está jogando com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, ou que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre aos mesmos programas.

Diga a si mesmo que o que passou não voltará, e se houve uma época em que você conseguia viver sem aquilo, você consegue de novo. Nada é insubstituível, e um hábito não é uma necessidade. Deixe de viver no passado e viva o presente, deixe de ser quem era e se transforme em quem você tem que ser...

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão, que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena!

domingo, 24 de agosto de 2008


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências. A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os.

Vinicius de Moraes

terça-feira, 12 de agosto de 2008


É incrível o efeito que o silêncio tem sobre mim. Sempre quando eu estou em silêncio, a minha mente fica fervendo de pensamentos. Fico pensando nas palavras em que eu não tenho coragem de dizer - não porque elas sejam tolas, mas porque não podem ser ditas- nas coisas que se passaram nesses ultimos tempos, nas lições, nos desesperos, nas manhãs frias e cinzas, nos choros, no coração. É no silêncio que eu percebo que algumas pessosa morrem mesmo estando vivas, que algumas se enterram e não conseguem sair do abismo em que a vida as jogou. Muitas delas sentem-se solitárias, cansadas, perturbadas e cheias de problemas. É no silêncio que eu vejo o ciclo da vida - um dia você está lá em cima, e no outro não passa do chão-. É no silêncio que eu descubro que muitas coisas não merecem ser ditas - mas escritas-. O silêncio que me mantem em pé, que me ajuda a encontrar a luz para iluminar a minha alma, que me ensina as variadas formas de amor, que me enxe de pensamentos, bons e ruins. É no silêncio que eu grito.

sábado, 9 de agosto de 2008

Cansado!
essa é a palavra, acordei muuuito desanimado hoje, e pra variar um tanto quanto estressado. Pode ser o frio que tenha contribuido um pouco, porque acorda em pleno sábado logo de manhã ninguem merece. Mas fazer o que né. Quer saber? eu vô é dormi agora.

domingo, 3 de agosto de 2008

É pra sorrir?

Agora vou distribuir sorrisos, mesmo que eles não representem a essência de minha alma. Vou sorrir porque entendo agora, finalmente, que muitas pessoas precisam disso. Andamos buscando em cada um dos rostos que encontramos nas ruas, em casa, no trabalho, ou na faculdade, um sorriso sincero e verdadeiro. E sorrir sinceramente não é apenas sorrir com o coração, mas manter dentro de si constantemente o último fio de esperança, a última chance, a última vontade embutida... não importa o quanto a dor esteja cortando por dentro, demonstrar-se mais forte, mesmo que não o seja de fato, pode ser o melhor remédio para tudo.

Ando triste, porque não aprendi a atuar. Mas cobram-me sorrisos que eu não tenho... não que nunca vou tê-los, afinal, luto dia após dia para encontrar esse bicho danado que chamam por aí de felicidade. Vejo as pessoas rindo, contentes, felizes, e ao mesmo tempo vejo tudo o que acontece no mundo, defronte aos nossos olhos, e continuo sem entender os motivos para tantas gargalhadas, quando a realidade nos leva ao inverso.

Mas se mesmo assim todos andam sorrindo, então vou sorrir também... quem sabe venço a dor pelo cansaço, e volto a ser parte do mundo que eu insisto em questionar, sem saber que meus questionamentos é que me fazem destoar dele. Agora sou parte do todo, mais um, como cada um dos que sorriem, mesmo que não haja motivos para tanto.

sábado, 2 de agosto de 2008


Sorte de hoje:
Hoje você vai ver um biscoito da sorte que nunca viu antes


sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Verbo querer!

Ahhh... como eu queria viver o mundo a minha maneira. No meu mundo não existiria distância que pudesse separar as pessoas; no meu mundo não existiria cigarros; no meu mundo não teria preconceito; no meu mundo não teria pobreza; no meu mundo teria muito amor.

Ahhh... como eu queria acreditar que todas as pessoas são felizes, que a vida fosse somente prazerosa, sem problemas. Queria ser mais inteligente pra poder expressar minhas idéias melhor e escrever um texto como esse melhor.

Ahhh... como eu queria resgatar as pessoas importantes pra mim que se foram, abolindo assim a palavra saudade do dicionário. Queria chorar sem ter que fingir, sem se esconder dos outros como se isso fosse fraqueza.

Ahhh... como eu queria ser mais bonito, menos humilde e mais egocêntrico. Queria não ser contraditório também, como acabei de ser agora. Queria me desapegar de coisas fúteis e ser menos preguiçoso com as coisas importantes, mas confesso que morro de preguiça de fazer isso.

Ahhh... como eu queria que as coisas mudassem sempre pra melhor. Queria viver rodeado pelos meus amigos e minha família, e poder agradar a todos. Queria me entender na eterna complexidade que sou melhor do já entendo.

Ahhh... como eu queria me sentir limpo sempre, sem nunca ter aquela sensação do tipo “como eu sou podre”. Queria me dedicar mais às coisas que faço. Queria estabilidade, tudo oscila muito ao meu redor e dentro de mim.

Ahhh... como eu queria não saber mentir. Talvez as coisas fossem melhor assim (ou não!!). Queria que meu mundo não fosse cheio de mentiras. Queria não ter espinhas e poder comer chocolate a vontade.

Ahhh... como eu queria oproveitar com toda plenitude da minha adolescência. Queria fazer o que eu quero sem me preocupar com nada nem ninguém. Queria ser independente. Queria uma trilha sonora constante pra minha vida.

Ahhh... como eu queria que todos os meus quereres se tornassem realidade e que o verbo querer na minha vida estivesse diretamente relacionado ao verbo poder!!

Ahhh... como eu queria!