quinta-feira, 31 de julho de 2008

A lista


Faça uma lista de grandes amigos a quem você mais via há dez anos atrás... Quantos você ainda vê todo dia ? Quantos você já não encontra mais? Faça uma lista dos sonhos que tinha... Quantos você desistiu de sonhar? Quantos amores jurados pra sempre... Quantos você conseguiu preservar? Onde você ainda se reconhece, na foto passada ou no espelho de agora? Hoje é do jeito que achou que seria? Quantos amigos você jogou fora... Quantos mistérios que você sondava, quantos você conseguiu entender? Quantos defeitos sanados com o tempo, era o melhor que havia em você? Quantas mentiras você condenava, quantas você teve que cometer? Quantas canções que você não cantava, hoje assobia pra sobreviver ... Quantos segredos que você guardava, hoje são bobos ninguém quer saber ... Quantas pessoas que você amava, hoje acredita que amam você?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O quase


Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo o impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luiz Fernando Veríssimo

terça-feira, 29 de julho de 2008

As pessoas mudam (...)

(...) as situações, as coisas, os sentimentos, os dias, as horas, o clima muda. Tudo muda. Tudo sempre muda. Isso é bom? Podemos tirar proveito disso? Acho que sim, mas sinto-me receoso. Mas imagina como o mundo seria chato se nada mudasse. Por isso, que venham as mudanças, boas ou ruins, porém fazem-se necessárias.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Última semana de férias! Nossa, quase dois meses em casa. Meo a maior férias de julho da minha vida, quem vê pensa né. Rsrs! E olha que essa é diferente, não é mais da escola e sim da faculdade. Só de lembrar me bate uma tristeza aqui no peito. Pra você vê como as coisas são. Passam tão rápido. Um semestre já se foi, e restam apenas sete. As férias acabou e eu não fiz nada, na realidade nem tive férias né. Porque se ter férias é só não ir pra faculdade e ter que trabalhar, eu prefiro só ir pra faculdade e não ter férias. A única coisa que mudou foi que eu tive que trabalhar uma hora a mais. A hora que parece uma enternidade, cara é só dar 17hs que o relógio não passa. São os piores minutos do dia, tirando os que antecedem as oito horas, porque me bate um desespero, só de pensar que em alguns minutos minha mãe vai vim gritando, e como grita ein, pra eu acordar porque já está na hora de ir trabalhar, aí logo ouço o insuportável canto do passarinho do meu irmão, que na verdade não é um canto e sim um trio elétrico em pleno carnaval em Salvador. Nossa! eu odeio aquele passarinho, eu juro que um dia eu solto ele pela janela, rsrs. Mais enfim podia ficar sem fazer nada a noite inteira. Jantava no horário de costume, embora aqui em casa não ser num horário normal de janta, mais era o meo horario e não as onze e meia como tinha acostumado. Não tinha trabalho pra me preocupar. Mas faze o quê? Tenho que voltar pra minha velha rotina.

Eu tento, eu juro que eu tento, só tento mesmo. Todos os dias quando acordo de manhã, que por sinal é beeeem de manhã, eu respiro fundo, e peço pra mim mesmo pra eu ter calma, pra eu não me estressar por qualquer bobagem, pra que eu não diga qualquer palavra que seje mal interpretada e que consequentemente me cause algum tipo de estresse, raiva, angústia, dor. Mas parece de que nada adianta. Quanto mais eu tento não ser assim, mais eu sou. Me tornei uma pessoa arrogante, antipática. Estou cansado das pessoas me dizerem isso. Sabe, eu não queria ser assim, não queria que as pessoas me achassem assim. Eu digo isso, porque dói, dói demais saber que elas acham isso. Essas coisas acontecem tão naturalmente, que é difícil o dia que não acontece. Eu cansei, cansei de tudo.

domingo, 27 de julho de 2008

Testando!


Fotinha só pra ver como q é postar direto do celular, q apesar da facilidade é um absurdo. Um verdadeiro roubo. HAUHAUHAUa. Foi descontado 3,75 dos meus créditos. oO
Mais faze o que né

Você aprende...


Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam. E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em uminstante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitem escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influênciasobre nós, mas somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, agumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.


William Shakespeare

Começando um blog!


Como se começa um blog?
Estou horas aqui tentando escrever algo que faça sentido, que realmente deva ser lido, mas cansei de ensaiar um post bem feito, que na realidade ninguém vai ler. É, ninguém vai ler! Na verdade, nao preciso que ninguém leia, então não preciso me preocupar com o que eu escrevo. Não é mesmo? O que eu quero é poder expressar meus sentimentos de maneira simples ou talvez, até mesmo complicada. Quanto a isso não importa. Escrevo pra mim e não para os outros.